RIO PARAÍBA DO SUL 

O Rio Paraíba do Sul é um rio brasileiro que nasce no Estado de São Paulo, percorre um pequeno trecho do sudeste de Minas Gerais, fazendo a divisa natural deste com o Estado do Rio de Janeiro, atravessa o estado do Rio de Janeiro e desagua no Oceano Atlântico.
A bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul está situada entre as latitudes 20°26' e 23°39'S e as longitudes de 41° e 46°30'W, possuindo uma área de cerca de 57.000 Km2, distribuída por três Estados.
A bacia do Rio Paraíba do Sul, coloquialmente chamado de Paraíba, encontra-se em território quase completamente antrópico, com a Mata Atlântica original restrita a parques e reservas florestais. O próprio rio tem seu curso marcado por sucessivas represas, destinadas à provisão de água e eletricidade para as populações vizinhas, incluindo as cidades do Vale do Paraíba e a região metropolitana do Rio de Janeiro, e encontra-se hoje em estado ecológico crítico, com margens assoreadas e 40% da sua vazão desviada para o Rio Guandu. Suas águas também são utilizadas para abastecimento industrial, preservação da flora e fauna e disposição final de esgotos.
O médio vale do Paraíba foi a primeira grande região produtora de café no Brasil, com a economia baseada em latifúndios e no trabalho escravo. Com a perda da primazia na produção cafeeira para o Novo Oeste Paulista, seguiu-se uma estagnação econômica, sucedida por sua vez, a partir da fundação da Companhia Siderúrgica Nacional, por um processo de industrialização que fez do vale uma das maiores regiões industriais do país.
Este se concentrou na parte alta do vale, sendo mais relacionado à linha principal da Estrada de Ferro Central do Brasil, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo, do que ao Rio Paraíba propriamente dito, deixando de lado boa parte da região de desenvolvimento cafeeiro, e principalmente as fazendas mais afastadas do leito do Rio (e da ferrovia, depois suplantada em importância pela rodovia Presidente Dutra).
O Rio Paraíba do Sul nasce na confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna, tendo um percurso total de 1.120km, nos sentido oeste para leste. Seus principais afluentes são o Jaguari, o Buquira, o Paraibuna, o Preto, o Pomba e o Muriaé. Esses dois últimos são os maiores e deságuam, respectivamente, a 140 e a 50 km da foz. A bacia do Paraíba do Sul está situada entre as latitudes 20°26' e 23°39'S e as longitudes de 41° e 46°30'W, possuindo uma área de cerca de 57.000Km2, distribuída por três estados. A área de influência do rio Paraíba do Sul tem como principais atividades econômicas os setores industrial e de agropecuária. Atualmente, somente dois trechos do Paraíba do Sul podem ser navegados: o trecho inferior e o médio superior. O trecho inferior, entre a foz e São Fidélis, numa extensão de aproximadamente 90Km, possui uma declividade de 22cm/Km. Existe uma navegação incipiente efetuada por pequenas embarcações que transportam, essencialmente, material de construção para o município de Campos. No trecho médio superior, entre Cachoeira Paulista e Guararema, numa extensão de aproximadamente 280Km, apesar da pequena declividade de 19cm/km, a navegação restringe-se a embarcações de turismo. Diversos acidentes prejudicam a navegação no Paraíba do Sul: saltos, corredeiras, trechos de forte declividade, bem como obras efetuadas para fins hidrelétricos sem previsão de transposição de níveis. Outros fatores impeditivos são a existência de um número apreciável de pontes rodoviárias e ferroviárias, a proximidade de rodovias e ferrovias margeando o rio e a localização de várias cidades junto às suas margens.



A bacia do Paraíba do Sul abrange uma área de 57.000 Km2, banhando os estados de São Paulo (23,7%), Minas Gerais (39,6%) e Rio de Janeiro (36,7%) onde deságua. O rio corre no sentido oeste - leste numa altitude média de 370m, seus afluentes originam-se das serras da Mantiqueira e do Mar.
O rio Paraíba do Sul é o principal manancial de águas lóticas do Estado do Rio de Janeiro, fornecendo cerca de 80% do suprimento de água da área metropolitana do Grande Rio, sendo também responsável por cerca de 20% da produção de energia hidrelétrica.
O trecho estudado está entre as coordenadas 22024'17,6"S / 44016'33,5"W e 22025'31,5"S / 43043'54,5"W percorrendo o rio em aproximadamente 50Km. Esta região é de grande importância estratégica para o Estado do Rio de Janeiro, por encontrar-se nela inserida a Companhia Siderúrgica Nacional e parque industrial adjacente, que contribui com a maior quantidade de efluentes industriais que o rio recebe.
A vegetação deste trecho assim como a do restante da bacia encontra-se bastante alterada pela ação antrópica devido as diversas formas de utilização em agropecuária que resultou em erosão do solo e assoreamento do rio, além de trazer prejuízos irreversíveis à diversidade da fauna e flora original. A poluição doméstica oriunda do desenvolvimento de cidades de médio e grande porte, carreando para o rio grande volume de efluentes domésticos (poluição orgânica) de origem difusa é notória. Uma das peculiaridades do médio Paraíba também é a poluição de origem industrial, com destaque para o parque industrial localizado em Volta Redonda, onde encontra-se a Companhia Siderúrgica Nacional e o parque industrial associado. Como resultado disto, um grande volume de efluente industrial é carreado para o rio, com conseqüências diretas na qualidade de vida das populações que usam o rio, na biota e na paisagem.

Localização

A bacia do rio Paraíba do Sul situa-se na região Sudeste do Brasil e ocupa aproximadamente 55.400 km2, compreendendo os estados de São Paulo (13.500 km2), Rio de Janeiro (21.000 km2) e Minas Gerais (20.900 km2). A bacia abrange 180 municípios, com uma população total de 5.588.237, 88,79% da qual vive nas área urbanas. A bacia situa-se na região da Mata Atlântica, que se estendia, originariamente, por toda a costa brasileira. No entanto, somente 11% da sua área total é ocupada pelos remanescentes da floresta, a qual se pode encontrar nas regiões mais elevadas e de relevo mais acidentado. se localiza no município de Corumbá (MS).


Recursos Hídricos e Meio Ambiente

Apesar da bacia do rio Paraíba do Sul ser fortemente urbanizada e industrializada, o principal usuário da água, em termos de volume de captação, é o setor de irrigação (49,73 m3/s), se não se considerarem as transposições dos rios Paraíba do Sul (160 m3/s) e Piraí (20 m3/s) para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro(RMRJ). O abastecimento urbano utiliza cerca de 16,50 m3/s enquanto que o setor industrial capta 13,65 m3/s, superando somente o setor de pecuária, cujo consumo é inferior a 4 m3/s.
O aumento substancial do abastecimento de água da população urbana na bacia, nas últimas décadas, não foi acompanhado dos mesmos índices de coleta de esgotos e, principalmente, do seu tratamento, provocando impactos negativos importantes na qualidade das águas. A poluição doméstica é atualmente considerada como a mais crítica da bacia.
A bacia é caracterizada por uma diversidade de indústrias, desde a química à metalúrgica, à produção de papel. No trecho paulista o número de empresas de grande porte - setores químico, metalúrgico - e alto potencial poluente é expressivo. Mas é no trecho fluminense, na região do médio Paraíba, que a questão da poluição é mais crítica, uma vez que esta região concentra a maioria das empresas industriais da bacia. O norte fluminense é caracterizado por indústrias distintas das outras regiões da bacia, incluindo usinas de álcool e açúcar, e empresas de bebidas; enquanto que na região serrana predominam empresas têxteis e metalúrgicas. No trecho mineiro, as principais indústrias concentram-se na sub-bacia do rio Paraibuna. Recentemente, um número significativo destas empresas instalou sistemas de tratamento de efluentes, não eliminando, no entanto, a ocorrência de lançamentos de cargas tóxicas nos rios.
A pecuária é a atividade econômica que ocupa maior extensão na bacia. Cerca de 70% das terras estão cobertos por campos/pastagens, degradados em maioria pelas freqüentes queimadas e pelo pisoteio do gado em fortes declividades. A agricultura ocupa uma área bem menor (menos de 10%), mas representa uma das mais importantes fontes de poluição do solo e da água pelo uso descontrolado de fertilizantes e agro-tóxicos.

Mais informações:

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul - CBH-PS (SP)
(Bacia do rio Paraíba do Sul)
Largo Sta. Luzia, 25
12.010-510 Taubaté - São Paulo
Tel: +12 - 232-0100 / 232-9133 - ramal 162
Fax: +12 - 232-0100
E-mail: comitepsm@recursoshidricos.sp.gov.br
Webpage: www.comitepsm.sp.gov.br