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A sede atual, foi construída por volta de 1895, pelo Cel.
João Moreira da Costa e sua mulher Carolina Moreira Leite,
em substituição á antiga sede, localizada em
outra parte da propriedade.
Todo material utilizado na construção
da nova sede (casa, tulhas e terreiros) foi obtido na própria
fazenda, que para sua construção tinha até uma
olaria que fabricava os tijolos e telhas necessários. |
| A Fazenda
Nossa Senhora da Conceição, foi planejada para o cultivo
de café, contando em sua sede com todas benfeitorias necessárias àquela
cultura: terreirões para secagem de grãos, tulhas para
armazenamento, tanques de lavagem, máquinas para o beneficiamento
de café, permitindo que o produto saísse da propriedade
pronto para a exportação ( as sacas iam para o porto
de Santos), ou para o consumo na região. |
A
mão de obra para o plantio de café não era
mais escrava, pois a Abolição havia ocorrido em
1888, mas contava com a participação de alguns
ex-escravos e empregados, todos assalariados.
Moravam na fazenda no auge da produção, aproximadamente,
quarenta famílias. Nessa ocasião, também
já se contava na região com a participação
dos imigrantes italianos que em situações emergenciais,
como a limpa e a colheita do café, eram contratados. |
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Essas famílias
moravam em bairros próximos á fazenda e a mão
de obra era muito apreciada, pois eles eram muito disciplinados no
trabalho.
A maior colheita registrada na fazenda, ocorreu em 1914, quando foram
colhidas mais de 12 mil arrobas do café, ironicamente no mesmo
ano em que morreu o fundador da Fazenda Nossa Senhora da Conceição,
o Cel. João Moreira da Costa, aos sessenta e seis anos. A
propriedade contava nesta ocasião, com mais de 110 mil pés
de café. |
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A área total da fazenda era de 180 alqueires,
com sua maior parte ocupada pela cultura do café, sendo
que as demais áreas eram ocupadas com outras culturas
como milho, mandioca, pomar, verduras e também por criação
de animais, como gado, suínos, galinhas e abelhas para
a produção de mel, tudo isso para a subsistência
dos moradores da mesma. Quase nada se comprava na cidade, além
de querosene e sal. Havia também parte de mata nativa,
subsistindo até hoje. |
A produção cafeeira da Fazenda Nossa Senhora da
Conceição, acompanhou o declínio da cultura
cafeeira no Vale do Paraíba; na década de 30, em
razão do empobrecimento do solo e da procura dos cafeicultores
por melhores solos em outras regiões do Estado de São
Paulo e do norte do Paraná, a produção começou
a diminuir na Fazenda, mas resistiu até o início
da década de 1960, dando lugar á pecuária
leiteira, que desde 1935 já fazia parte da economia da
mesma.
Esta propriedade continua pertencendo á mesma família
desde a sua fundação, com a seguinte linha sucessória:
em 1900, Rosina, a então proprietária e filha de
Carolina e João Moreira da Costa, ficou viúva de
seu primeiro marido, o Cel. Manoel Inocêncio, que a deixou
com quatro filhas e um filho, este de nome Pedro Moreira da Costa,
que contava então com 6 meses de idade e foi assumido
por seus avós (Carolina e João) que o criaram como
filho. Em 1914, quando da morte de João Moreira da Costa,
Pedro tinha apenas 15 anos, não tendo condições
de auxiliar sua avó Carolina, a quem chamava de mãe,
na administração da fazenda.
D. Carolina, como era conhecida, contou com a colaboração
de parentes até a formatura do neto, em 1922, em engenharia
civil pela Escola de Engenharia Mackenzie em São Paulo,
quando Pedro passou a administrar a fazenda juntamente com ela.
Em 1946, com 96 anos de idade e completamente lúcida ao
morrer, D. Carolina lega entre outros bens que possuia, a Fazenda
Nossa Senhora da Conceição, através de testamento, á seu
neto, o qual chamava de filho.
Pedro Moreira da Costa, administrou a fazenda até falecer
em 1973. Anos antes de seu falecimento, fez doação
da propriedade á seus seis filhos, dividindo-a em seis
glebas iguais, deixando em comum a todos a área sede da
fazenda, reservando o usufruto á sua esposa Maria Aparecida
de Almeida Costa. Alguns anos após ficar viúva,
D. Maria desistiu do usufruto e entregou aos seis filhos suas áreas
respectivas. Após consenso familiar, a sede até então
de todos, foi adquirida por seu filho Luiz Almeida Moreira da
Costa, em 1978, o qual iniciou os trabalhos de restauração
de que a sede necessitava, e até hoje é seu proprietário.
D. Maria faleceu aos 93 anos de idade, em 15 de setembro de 1998.
Mas desde sua restauração, a casa foi cenário
de encontros familiares, onde se realizaram cerimônias
de casamentos, |
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bodas de pratas, aniversários, primeiras
comunhão, etc., pois em seu interior a casa abriga uma
capela que desde 1902, tem autorização do então
bispo de São Paulo (em Taubaté não havia
bispos ainda) para a celebração de missas e outros
atos religiosos: capela Nossa Senhora da Conceição.A
casa da Fazenda é talvez a única construção
da época do café na cidade de Caçapava,
daí a importância histórica. Sua restauração
iniciada em 1978, compreendeu principalmente a recuperação
da casa residencial, que possui pinturas muito bonitas em suas
paredes, especialmente a da sala de jantar, que retrata fielmente
a sede, na época de sua inauguração e parte
dos terreiros, pois os tanques de lavagens do café e a
máquina de beneficiamento já tinham sido demolidos.
Boa parte das tulhas foram transformadas em residências
para uso de membros da própria família no decorrer
das décadas anteriores. As áreas das benfeitorias
restauradas são: casarão principal com 314m e os
terreiros com 2430m.
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FONTE: PREFEITURA
MUNICIPAL DE CAÇAPAVA
Secretaria de Indústria, Comércio e Agricultura
Divisão de Desenvolvimento Rural e Turismo
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